A Declaração Anual do MEI, assim como outras obrigações, gera dúvidas para o seu preenchimento. Uma delas é se o MEI sem movimento precisa entregar a declaração
Notícia
Como a assinatura eletrônica vem modernizando o segmento jurídico
Há tempos que tanto o setor privado quanto o setor público têm buscado a eficiência e segurança que a transformação digital vem proporcionando aos seus processos internos
01/01/1970 00:00:00
Há tempos que tanto o setor privado quanto o setor público têm buscado a eficiência e segurança que a transformação digital vem proporcionando aos seus processos internos. Isso não é diferente quando falamos da área jurídica, seja de departamentos jurídicos de empresas, escritórios de advocacia e até mesmo do judiciário e órgãos públicos.
Embora ainda exista uma percepção equivocada de que a área jurídica mantém práticas tradicionais, burocráticas e cansativas, é certo que o setor, como um todo, vem se reinventando e revolucionando com o uso de várias inovações tecnológicas como a inteligência artificial, a jurimetria e big data, ferramentas fundamentais para automatizar tarefas repetitivas e onerosas.
Para ilustrar a extensão da digitalização do setor, na área do contencioso judicial, por exemplo, 97,2% dos processos iniciados no ano de 2021 foram ajuizados em formato totalmente eletrônico, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mais do que isso, no final deste mesmo ano, 80,8% dos litígios em andamento possuíam origem digital.
O setor jurídico atual é ser inovador, inclusivo e altamente descomplicado. Atuar nesse mundo VUCA, ou seja, volátil, incerto, complexo e ambíguo, demanda agilidade, segurança e confiança. Felizmente, a tecnologia serve a este propósito.
Nesse sentido é que o uso de assinaturas eletrônicas se tornou um dos instrumentos mais usados no meio jurídico para firmar acordos, formalizar documentos e gerar negócios no mundo todo.
Para se ter uma ideia do tamanho desse mercado, segundo pesquisa realizada pela plataforma alemã Statista, especializada em estatísticas, relatórios e insights de mercado, o setor de assinatura eletrônica valia, em 2022, cerca de US$ 4 bilhões e possui uma projeção de alcançar a marca de US$ 35 bilhões até 2029.
Atualmente, o seu uso é amplamente reconhecido e utilizado em mais de 75 jurisdições, de acordo com o relatório publicado em junho de 2022 pela empresa de pesquisa e consultoria P&S Intelligence. Esse mesmo estudo demonstra que vários setores da economia aderiram de forma massiva ao uso da assinatura eletrônica com destaque para o setor bancário e de serviços financeiros, que hoje representam 30% dos usuários do setor. No entanto, a pesquisa revela que esse serviço é um instrumento extremamente relevante para empresas de telecomunicação, saúde e o no segmento jurídico. Ainda de acordo com o levantamento, esses números tendem a crescer devido ao incentivo dos governos como meio de reduzir fraudes e aumentar a confiança na documentação privada.
A assinatura eletrônica no Brasil
No Brasil, a legislação também se modernizou. O uso da assinatura eletrônica está regulamentado no país desde 2001, por meio da Medida Provisória 2.200-2. e a lei 14.063 de 2020 dispôs sobre a assinatura eletrônica de documentos firmados com entes públicos. Essa última lei previu três tipos, classificadas conforme o método utilizado para autenticação das partes que assinam o documento, ou seja, os signatários. Elas podem ser assinaturas eletrônicas qualificadas, avançadas e simples. Todas são totalmente válidas e aceitas, conforme previsto na lei.
A qualificada é aquela que demanda o uso de um certificado digital, emitido por uma autoridade certificadora credenciada pelo ICP-Brasil, para autenticar a pessoa que está assinando o documento. Esse tipo de assinatura é exigido para, entre outras situações, firmar documentos de transferência e de registro de bens imóveis.
A assinatura eletrônica avançada, por sua vez, é aquela que emprega o uso de outras tecnologias, como a biometria facial e o Pix, por exemplo, para autenticar o signatário. Este tipo de assinatura é tão segura quanto a assinatura qualificada e é até mais inclusiva e abrangente, já que apenas 2,7% da população total brasileira possuem certificados digitais.
Já a simples, como o próprio nome diz, emprega formas menos complexas para autenticação do signatário, como e-mail, IP do computador, ou mesmo a geolocalização. Ela é totalmente aceita em casos de baixo risco ou para interações com entes governamentais que não envolvem informações sigilosas.
Vale ressaltar que a lei não prevê uma hierarquia entre os tipos de assinatura eletrônica, ou seja, não existe uma melhor que a outra. Cabe às partes que irão assinar um documento verificar se há algum requisito legal que demande um tipo específico de assinatura eletrônica para aquela transação. Se não houver uma exigência legal, as partes poderão escolher o melhor lhes convém para assinar o documento. Isso porque a lei privilegia a autonomia privada e, portanto, confere à vontade das partes a validade legal requerida.
Escolha que se explica
É inegável que as assinaturas eletrônicas proporcionam maior eficiência na gestão de documentos, pois promovem a redução de impressões em papel e a diminuição de custos com arquivamento e manuseio de documentos, além de encurtar o tempo para consultas.
Quanto à segurança, a assinatura eletrônica permite a coleta de vários pontos de autenticação de um signatário, incluindo desde o IP do computador, sua geolocalização, biometria ou outros dados que conferem àquela assinatura muito mais segurança que uma assinatura física, por exemplo. Além disso, uma das características é garantir a integridade do documento, ou seja, as plataformas de devem estabelecer mecanismos para evitar que o documento firmado não seja modificado após a sua assinatura.
Por fim, a conveniência das assinaturas eletrônicas é inquestionável, uma vez que elas possibilitam a assinatura de um documento pelo signatário de onde ele estiver, sendo necessário apenas um dispositivo como um computador, tablet ou mesmo um aparelho celular com acesso à internet e um e-mail ou número de celular.
Diante de todas essas vantagens, é inconteste que a assinatura eletrônica é uma ferramenta poderosa para a Indústria 4.0, marcada pelo processo de transformação digital que ocorre no mundo, uma vez que proporciona relações comerciais mais simples, seguras, econômicas e sustentáveis. Para o setor jurídico, a utilização desse recurso tecnológico é igualmente essencial para que seus usuários possam contribuir com a geração de valor aos seus stakeholders e a promoção da segurança jurídica desejada.
Paula Abreu, Diretora Jurídica e de Compliance da Clicksign
Notícias Técnicas
Em meio à temporada de Imposto de Renda, o contador que tem o MEI como cliente estratégico precisa ficar atento ao prazo da declaração anual do MEI
A Receita Federal e o Encat publicaram, nesta 5ª feira (23.abr.2026), a Nota Técnica 2020.001 Versão 1.60
A partir de maio de 2026, será possível realizar sustentação oral na 1ª instância do contencioso administrativo fiscal
Saiba como mitigar riscos e identificar oportunidades na convivência de dois sistemas tributários
Entenda porque o EBITDA não é caixa e como o Fluxo de Caixa é crucial para a sustentabilidade empresarial
Entenda como a escolha de fornecedores impacta crédito, custo e fluxo de caixa com a reforma tributária
Em meio a tantas mudanças, os contadores e empresas do Simples Nacional, são alguns dos que estão com as maiores dúvidas
O CARF, negou provimento ao recurso voluntário interposto por uma instituição financeira
Decisão reforça que o fato gerador ocorre com a disponibilidade jurídica da renda, ainda que valores tenham sido desviados por terceiros
Notícias Empresariais
Evolução não depende apenas do que você faz bem. Depende do quanto você está disposto a sair disso para alcançar o próximo nível
Com tarefas operacionais migrando para agentes inteligentes, o mercado eleva a régua de senioridade, pressiona o RH a redesenhar carreiras e reposiciona o diferencial humano
Organizações que ainda tratam compliance como burocracia jurídica correm o risco de perder credibilidade interna, elevar o turnover e comprometer sua atratividade no mercado de trabalho
Confira a seleção de leituras estratégicas para avaliar o momento profissional e planejar os próximos passos
Com a regulação ganhando forma, o desafio das empresas passa a ser mapear, controlar e responder pelo uso de IA já em operação
Entenda como o controle de todos os recebíveis e de todas as saídas contribui para maior saúde financeira de micro e pequenas empresas
Medida visa evitar o superendividamento da população
Transformação impulsionada pela inteligência artificial oferece oportunidades para investidores, mesmo com o Brasil correndo por fora
No mundo dos negócios, ser esquecido é desaparecer sem sequer perceber o instante exato da própria ausência
Meditação, yoga, pausas conscientes e sono de qualidade ganham espaço como práticas capazes de restaurar foco, equilíbrio e uma relação mais saudável com a produtividade
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade
