A entrevista coletiva será realizada, às 10h, no auditório do Ministério da Fazenda e transmitida pelo YouTube
Notícia
O novo cenário econômico exige o P E S (Planejamento Estratégico Sustentável) para a sobrevivência de empresas e de profissionais.
Não tenho dúvidas quanto ás mudanças que hão de acontecer, motivadas pelas necessidades de novo ambiente regulatório.
01/01/1970 00:00:00
Com a evolução dos índices econômicos projetados para o crescimento das empresas e de profissionais após 2010, é possível que tenhamos um ambiente mais salutar para que possamos retornar a níveis mais aceitáveis de investimentos. O Brasil é um dos países que mais receberá investimentos por diversas razões que a mídia nos comprova, e isso resultará em ganhos jamais repetido em toda a sua história.
Profissionais devem buscar mais capacitação e qualificação para se adequar ao novo cenário econômico, assim como as empresas de qualquer porte e tamanho devem procurar contratar empresas que tenham esses profissionais, que comprovem essa nova exigência para agregar valor ao patrimônio das contratantes.
Não tenho dúvidas quanto ás mudanças que hão de acontecer, motivadas pelas necessidades de novo ambiente regulatório.
Os investimentos que acontecerão, sejam oriundos do Capital, público ou privado, estarão mais normatizados e sua transparência sendo exigida prontamente, principalmente dos contratantes que serão objeto de avaliação antes, durante e depois de concluído a obra.
As práticas dantes exercidas devem ser repensadas, as ações da gestão empresarial devidamente alicerçadas por esses profissionais devidamente atualizados resultarão em sincronia racional transparente dos demonstrativos contábeis e financeiros, cuja análise aplicada possibilitará uma visão mais realista das empresas, das ações, dos lucros, dos prejuízos estratégicos e situações especiais.
O fisco (federal, estadual e municipal), que disciplinam as obrigações tributárias, inclusive as obrigações previdenciárias e trabalhistas, estão mais ágeis e com sistemas que podem facilmente averiguar as situações de indébitos, exigindo das empresas posições mais transparentes.
O SPED – Fiscal, SPED, Contábil, Nota Fiscal Eletrônica, as projeções fiscalizatórias das SRF quanto ao lucro real, as exigências dos cartões eletrônicos (CNPJ) das empresas com base no lucro real e presumido, o sistema de aferição de informações fiscais, o nível de informações que legitimam as obrigações acessórias das empresas, as averiguações de informações oriundas de diversos setores, deixam comprovada a exposição das Pessoas Jurídicas e das Pessoas Físicas, inclusive sua movimentação patrimonial, não há dúvidas quanto á elevação da arrecadação tributária.
O sistema fiscalizatório conhece todas as probabilidades possíveis de sonegação existente assim como conhece a limitação do conhecimento dos provedores dessas informações, mesmo daqueles que não pensam em se legalizar para evitar o recolhimento de tributos, pois o seu crescimento um dia virá á tona, de qualquer modalidade ou forma e nesse momento ficarão expostos.
Os sistemas de informática também são passíveis de enganos que podem resultar em alterações substanciais das posições patrimoniais, financeiras e econômicas de quaisquer entidades, e hoje, são avaliados com maestria pelos órgãos fiscalizatórios, isso comprova o nível de conhcimento que o fisco adquiriu.
As empresas e profissionais necessitaram excepcionalmente da utilização do P E S (Planejamento Estratégico Sustentável), acreditando ainda que órgãos públicos devem fazer uso do referido demonstrativo das empresas.
Investidores que não desejam perder seu capital devem exigir o P E S dentre as demonstrações obrigatórias, quando forem avaliar suas ações, ou simplesmente alocar capital na compra de ações dessas empresas.
Qualquer tentativa de investimento ou mesmo de empréstimos ou financiamentos em qualquer empresa, fica restrito a resultados pífios, reduzidos e duvidosos, se forem analisados os demonstrativos contábeis e financeiros com a exclusão do P E S.
Com os níveis de variáveis existentes e passíveis de acontecer, sejam intrínsecas e extrínsecas, pelos acontecimentos últimos já ficou comprovada sua probabilidade, e somente o P E S, poderá lhe reduzir os RISCOS que podem afetar qualquer capital.
Qualquer tentativa de alocar CAPITAL em empresas que não desenvolva o P E S em sua gestão empresarial estará possivelmente acometida de alto RISCO, que poderá transformar o patrimônio empresarial em prejuízo inconteste.
Acreditamos que as instituições financeiras (públicas e/ou privadas), os órgãos fiscalizatórios devem estar mais antenados com essas evoluções, pois quaisque que sejam as transações empresariais que possam vivenciar poderão expor seus acionistas e o orçamento público em situações vexatórias, mesmo aquelas que já cometeram esse devaneio poderão reduzir seus resultados negativos.
Os fundos de investimentos que alocaram recursos em empresas que não excercem o P E S devem repensar citadas investimentos, pois os resultados projetados podem sofrer influência negativa de determinadas variáveis de dificil explicação aos investidores, mesmo porque todos nós sabemos da volatilidade existente.
O P E S (Planejamento Estratégico Sustentável) está dividido em seis variáveis capitais que notabilizam e interagem entre sí, quais sejam:
a) Ser ecológicamente correto;
b) Ser socialmente justo;
c) Ser legalmente exequível;
d) Ser economicamente viável;
e) Ser culturalmente aceito;
f) Ser melhorado continuamente.
O P E S tem perfeita sincronia racional com os demonstrativos contábeis e financeiros das empresas, daí podemos entender que poderá ser utilizado plenamente por qualquer investidor, acionista ou profissional que busque a transparência em suas ações.
É plenamente entendível que diversas empresas e profissionais que não adotarem o P E S em sua gestão, poderão expor o patrimônio das empresas e suas profissões em situações vexatórias e que fatalmente exigirá capital e esforços para sua possível recuperação, mas convenhamos diante do cenário existente é uma tarefa das mais árduas.
Ao longo dos tempos, tenho acompanhado empresas de diversos portes, inclusive profissões que lamentavelmente não se mantiveram, mesmo com ventos favoráveis o que comprova que gestão sem o P E S é factível de erros percaminosos.
Lamento sensivelmente a realidade do resultado projetado de algumas empresas que recebem investimentos para o desenvolvimento de sua atividade econômica, com base num projeto fantasioso e lúdico, desprovido do P E S e demais informações imprescíndiveis, seus investidores, seus acionistas e os administradores de determinados fundos, ficarão sem explicação plausível para a veracidade dicotomica dos resultados.
Apresentamos a seguir uma VISÃO FUTURÍSTICA agregada a uma determinada atividade econômica devidamente oriunda da aplicação do P E S, com a finalidade de sanar dúvidas dos incaltos ainda existentes.
Vamos exemplificar:
As empresas em TI (pela constância de sua vulnerabilidade periódica tecnológica), de assessoria, consultoria, auditoria ou similares, investem pesadamente em seus controles, sistemas, equipamentos de ponta, e demais objeto de sua atividade econômica, pois necessita de mão de obra qualificada altamente customizada, essa melhoria implementada em seus serviços oferecidos a seus clientes implica na elevação de seu INTANGÍVEL, ou seja, não participa do resultado do período, resultando na elevação do LUCRO naquele período e consequente pagamento dos tributos devidos e suas obrigações trabalhistas, onde a máquina fiscalizatória se satisfaz, e isso valoriza os investimentos alocados, satisfazendo a máxima desse sistema.
Acontece que essa cíclica deve ser constante e progressiva, mesmo porque a máquina de desembolso financeiro deve ser alimentada continuamente, pois sempre haverá novas tecnologias e consequentemente profisssionais antenados com essa progressão geométrica, que alimenta o sistema.
Ocorre que para essa manutenção continuar, a empresa poderá de envididar, parcelando suas obrigações, ou mesmo oferecer lucros estratosféricos para atrair os neófitos e néscios ainda existentes, que não se qualificaram nem se capacitaram para entender essas variáveis, e sabemos que em qualquer sistema alguém deve suportar o ônus diante dos que ganham.
Entre o período de 3 a 5 anos, essas empresas estarão em situação decadente e falimentar, e após estudos e análises, encontrarão uma saída para salvar parte de seus investimentos e repassar a bola para um sistema decisório de fusão, alienação ou tranformação, levando seus resultados negativos para outras empresas que estratégicamente necessitam desse fato.
Existem quatro condições de bandeira vermelha, que devem receber atenção dos profissionais envolvidos no desenvolvimento de qualquer atividade econômica, quais sejam (livro Think Again :Why Good Leaders Make Bad Decision and How To Keep it from Happening to You – Ed. Harvard Business School Press):
a) Experiências enganosas;
b) Julgamentos errados;
c) Interesses pessoais;
d) Apegos inadequados.
Ações que busquem conter erros nos processos decisórios das empresas são salutares para um gerenciamento eficiente, mas devemos observar as variáveis citadas:
a) Melhor prevenir;
b) Utilizar experiências, bases e análises;
c) Debate e desafio em grupo;
d) Governabilidade;
e) Monitoramento constante;
f) Foco nas pessoas.
As empresas e profissões que agregam valor a sua gestão criativa tem mais condições de antever e flexibilizar esforços quando os ventos não são favoráveis e podem influenciar negativamente os resultados.
Em consonância ao título do presente artigo, declino-me a informar que, qualquer investimento que desqualificar o P E S, é muito dificil antever um futuro promissor para essas empresas, mesmo diante do cenário econômico favorável existente.
Elenito Eliasda Costa
Contador, Auditor, Analista Econômico Financeiro, assessor e consultor empresarial, Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC, Professor Universitário, Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, sócio da empresa, Irmãos Empreendimentos Contábeis S/C Ltda, consultor do Portal da Classe Contábil, Revista Contábil Netlegis, articulista da Interfisco, autor de artigos cientificos publicados no Instituto de Contabilidade do Brasil, CRCBA, CRCPR, CRCMS, CRCRO, IBRACON (Boletim No. 320), CTOC - Portugal, autor de livros editados.(E-mail: [email protected])
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